Algo sobre sentenças de Vida

novembro 20, 2008 por delimaquiet

Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante, vivia um Substantivo que havia perdido o tesão de fazer parte de um jogo de palavras. Que ultimamente, se deixava ser usado em algumas frases feitas, ou acaba sendo vulgarizado dentro das normas cultas de alguns especialistas.

Há muitos anos, esse tal Substantivo HOMEM, cansado de ser abrigo para consoantes perdidas, enjoado de seguir os textos da moda, resolveu ser sozinho, isolado em sua própria oração. Deixou de lado todas as definições desnecessárias do Houaiss e do Aurélio, não deu ouvido ao Sujeitinho Acrônimo e iniciou-se na vida das pequenas expressões, na rota dos termos urgentes, mas sem pressa de viver.

Um belo dia ele se depara com uma Pequena Oração. Aquele tipo de frase que a princípio não diz muita coisa, mas aos poucos vai se enchendo de significado e poder. Ficamos alguns minutos na mesma sentença. Trocamos alguns verbos de ligação, coisas vagas de quem acabam de se conhecer.

É óbvio que não fiquei imaginando ela como um Adjunto para minha vida pacata de substantivo. Mas ela me trouxe um outro ar. Tem pessoas que sorriem com o olhar, que são sinceras simplesmente por ser. E foi exatamente isso que me trouxe um novo sopro de vontade de fazer diferença e não continuar assim… Sozinho… Enquanto existem frases e mais frases precisando de um Substantivo para dar significado a suas sentenças de viver.


Mamãe, eu quero SONHAR!

outubro 19, 2008 por delimaquiet

Onde foram parar os sonhos que se sonham juntos? Será que está na moda sonhar só? Não quero estar na moda… Mamãe, eu quero sonhar! Mas quero sonhar de conchinha, com hálito quente ao acordar de manhã e com mensagens inesperadas de boa sorte!

Estava de papo com uma nova amiga desse substantivo HOMEM que vos fala. E nessa conversa surgiu a necessidade de sonhar, o que valeria mais a pena, continuar sonhando só ou compartilhar nossos sonhos com apaixonantes estranhos que surgem a cada dia em nossas vidas.

Não sei esconder pra ninguém que tenho TOCA (Transtorno Obsessivo por Carência e por se Apaixonar).

E por isso é obvio que divido meus sonhos como se divide “sonhos” na padaria, saio oferecendo eles para aquelas pessoas que aparentemente são confiáveis, que surgem com aquele sorriso estampado no rosto em uma manhã aparentemente cinza, que não tem medo de ser carinhosas quando querem ser carinhosas ou até mesmo quando não esperam ser.

É com essas pessoas que divido meus sonhos, que treino meu potencial altruísta, que me permito entregar de olhos fechados diante de um abraço gostoso na parada de ônibus.

- Mamãe, eu quero sonhar! – peço no canto da sala.
- Meu filho é preciso encontrar com quem sonhar primeiro.
– Ataca ela da cozinha.
- E se eu não encontrar mamãe?
– Retruco.
- Você vai meu filho… Você vai…

Só por isso continuo sonhando…

A natureza das coisas não me soa nada natural.

setembro 5, 2008 por delimaquiet

Em certos dias o incomum toma conta de mim. É algo inexplicável, até mesmo incoerente, mas me aflige de tal forma que meu dia se torna enfadonho e cansativo.

O foda disso tudo é saber que isso é passageiro, porém, vai transformar qualquer problema pequeno e sem importância em mais carvão para essa dor. Funciona como uma gota que cai constantemente na sua cabeça e com o decorrer do tempo vai se tornando insuportável. Te deixa impotente… Te faz olhar para as pessoas com descrença… Te deixa burro.

Eu fico a flor da pele. Minhas palavras soam desabafos. Meus ouvidos ouvem só durezas. Meu olhar se encanta e se esvai em segundos. Posso me apaixonar em duas palavras e contar minha vida inteira para um transeunte qualquer. Posso ser divertidamente forçado e me fechar em uma cara séria por motivo algum.

Só porque tudo isso não soa nada natural… É apenas a natureza das coisas.

“Cara de Pau” e A Chernobyl do meu Peito

junho 1, 2008 por delimaquiet

Estou procurando um método eficaz de trazer a tona certos atributos que andavam perdidos. Um deles é a “cara de pau”.

E deixemos todos os sensacionalismos de lado agora. Todos sabem afinal, que se faz necessário nos dias de hoje possuir uma bela cara de pau, lustrada com “óleo de peroba” e se possível de madeira da pior qualidade. Não dá simplesmente para viver, e receber, de todos os: “conviventes”, “ficantes”, “displicentes”, “atraentes”, “militantes”, “me deixa sem ar”, “me faz delirar”, “sexo por sexo” e “os que me fazem chorar” sendo o mesmo cara fraco que me fiz ser depois do que aconteceu na Chernobyl do meu peito.

É da “Cara de Pau” que preciso. É disso que sinto falta. Saber o que fazer quando no mesmo carro que você pegou carona está aquele tipo de garota que te deixa louco e você sabe EXATAMENTE o que fazer, mas NÃO TEM a “Cara de Pau” necessária pra tomar uma atitude. Dá risada alta sem se preocupar se vão te achar ridículo ou coisa parecida. Usar aquela cantada barata junto de um sorriso verdadeiro que sei fazer como ninguém. Fazer com que as pessoas comentem como você tem cara de menino “pidão” e saber intensificar essa cara mais e mais.

É disso que eu falo… É disso que sinto falta… Da minha “Cara de Pau”.

Acredito que todo mundo tem uma “cara de pau” como eu tinha, e também acredito que muita gente também perdeu essa “cara de pau”. E ainda aposto com quem quer que seja como o causador dessa perda foi o tal do amor.

Aprendi umas coisas com esse tal do amor:

- É a maneira mais fácil de modificar alguém mesmo que todos digam que não vão mudar.
e
- É depois dele que vemos que não é tão fácil seguir em frente, mesmo que consigamos.

Por isso peço a Deus minha “Cara de Pau” de volta… Só assim talvez eu consiga sobreviver a essa tal de Chernobyl do meu peito.

Se perder para se encontrar.

junho 1, 2008 por delimaquiet

Li há muito tempo que às vezes se faz necessário SE PERDER PARA SE ENCONTRAR, mas nunca entendi completamente o que isso queria dizer, simplesmente não sabia aplicá-la na minha vida cheia de altos e baixos.

Quando me apaixonei pela professora de português da 6ª série e fiquei o ano inteiro sonhando com o dia que teria uma mulher como aquela na minha vida… Quando conheci Lívia no ano seguinte e fiquei desesperado de “amores” por ela, coisa que me levou a fazer teatro e vencer muitos defeitos… Quando conheci Tássia e me expus de maneira quase infantil para poder conquistar a sua atenção… Quando conheci Paulinha que me recebeu como o primeiro namorado e se entregou ao relacionamento mesmo eu sendo um total canalha… Quando anos depois estive com Gianny e tudo caminhava para um grande namoro, mas resolvi deixá-la para não correr o risco de cometer o mesmo erro com ela… Quando levei uma vida de casado com Carol (Auslanderin) e conheci a maturidade que deixei de lado e paguei um alto preço por isso…

Em todas essas vezes eu não estava perdido, ao invés do que se pode imaginar. Na realidade estava satisfeito em ter vivido o indesejado, o tímido, o canalha, o prudente, o imaturo

Aquilo tudo me dava uma impressão de que estava completo, mesmo que falsa. Levei todos esses anos tentando me convencer que estava sendo fácil viver de um jeito “Fantasioso” e que essa “Mentira Pessoal” iria me alimentar por muito tempo. Não levou!

Perdi a mulher que julgava ser a mulher da minha vida por causa de um receio bobo, e demorei a aceitar isso. Passei quase um ano pensando que a qualquer momento poderia estar de volta com ela e ser o HOMEM mais feliz do mundo. Isso não aconteceu!

Foi um tempo difícil, mas descobri mais tarde que tudo o que tinha perdido não era ela e sim a mim mesmo. Na verdade eu vinha me perdendo aos poucos durante todos os meus relacionamentos, gotinha a gotinha, de grão em grão. E isso não me deixa mal, pois sei que se fez necessário, isso me tornou um HOMEM melhor.

ME PERDI para finalmente ME ENCONTRAR!

Estou pronto para um “Achado“…
Estou pronto para um “Desencontro“…
Estou pronto para sorrir ou chorar…
Estou pronto para fazer alguém feliz, mesmo que como um grande amigo…
Estou pronto pra seguir em frente e esperar por vários altos e baixos que a vida me reserva.

Estou Pronto!

Confissões de um cachorro e seu Falso Amigo

junho 1, 2008 por delimaquiet

Capítulo 01 – PRÓLOGO

Eu tenho um péssimo amigo, e de bônus um péssimo hábito também. Me chamo ALFRED, algo meio Afrodite e Frederico. Sou com o perdão do trocadilho um CACHORRO, metade daqueles que lambem o pêlo e cheiram o traseiro dos outros, metade daqueles que pegam qualquer cadela por aí e depois nem lembra o nome. Sim, sou solteiro e tenho apenas 26 anos de idade, que para um cachorro comum seria muiiiiitttooos anos de vida, mas que para mim são apenas primaveras mal resolvidas pulando de lata em lata. Não sou vira-lata, nem sou de raça, só que como as aparências enganam, eu costumo viver com um pé na cachorrada e outro pé no pedigree. Minha mãe ainda vive comigo, mas meu pai a muito que não vejo. Gosto de gatas, todas, de qualquer estirpe. Costumo ladrar, mas no fundo todo mundo sabe que não mordo. Sou assim um simples cidadão canino disposto a mudar como todo mundo se dispõe a mudar, mas que na boa verdade da vida o que quero mesmo é relaxar e quem sabe até gozar no fim das contas.

Minha história começa quando resolvi seguir viagem até o outro lado da cidade, seguindo apenas o meu sexto sentido canino e meu olfato teimoso. O que havia do outro lado da cidade? Nada de mais, apenas certa cadela que tinha me pegado de jeito. Eu sei que nesse exato momento você deve estar me condenando, afinal de contas não se larga o conforto do lar em troca de um rabo animado e um latido sensual. A verdade é que a cidadã não era apenas uma simples cadela, a danada estava indo para o outro lado da cidade em busca do que sempre sonhou. É fato que ela não me convidou para ir, eu como sempre fui me oferecendo, disse para ela que eu era cachorro de rua, vivido, já tinha passado por várias correrias e que a carrocinha da vida nunca me levou com ela.

Então CARMEL, algo meio Caroline e Mellisa, sorriu para mim e disse que seria muito mais feliz comigo ao seu lado (na real ela pesou todos os prós e os contras, analisou e me questionou várias vezes, ficou insegura e com um baita medo de tudo), mas isso é um livro e meu editor pediu para enfeitar um pouco.

CARMEL é uma cadela daquelas que fazem jus ao termo cadela. Uma cadela em todos os prazeres em todos os significados do ser cadela. Isso foi o que me deixou babando que nem um cão doente. Ela é metade daquelas CADELAS que todo cachorro que subir, e metade daquelas CADELAS que nos faz sentir vira-latas. Na época estava estranhamente solteira, não entendia como uma deusa canina daquelas estava dando sopa por aí. Hoje ela tem 25 anos que como disse anteriormente seria bastante idade para uma cadela comum, só que para CARMEL isso tudo se resumia em muita inteligência e experiência. O que me deixava receoso era o fato dela ser da alta sociedade canina, ela têm pedigree saca? Pastora Alemã, mas não era do tipo de igreja não. Tem uma família unida, coisa rara nesse mundo cão. Sempre soube o que queria e isso não se encontra em qualquer cadela por aí. Então… Sejam bem vindos.

P.S.: Este é o prólogo do meu livro que não termino nunca… rs… O título do livro é: “Confissões de um cachorro e seu Falso Amigo”. Quem sabe um dia esse livro sai…

Tendência ao sarcasmo e todos “mas”

junho 1, 2008 por delimaquiet

Acordei essa semana com uma pequena tendência para incorporar um famoso comercial de carro popular que esteve passando na TV.

- Geraldo DeLima queria ter uma renda mínima de pelo menos R$ 1500,00, MAS contentou-se com o desemprego. TUDO BEM!

- Geraldo DeLima queria namorar uma bela/espontânea/apaixonante garota, MAS contentou-se em se apaixonar por uma guria que mora longe e talvez não acabe em nada. TUDO BEM!

- Geraldo DeLima apostou tudo no seu mais completo talento para encontrar a felicidade profissional, MAS acabou descobrindo que não ia dar em lugar nenhum. TUDO BEM!

TUDO BEM o CARALHO!

Pelo amor de Deus! Essa não pode ser minha droga de realidade ou será que pode? Tudo bem que a vida não é lá uma bela perfeição como é em uma comédia romântica estrelada por DREW e ADAM, mas daí começar a aceitar isso como plano fundamental da ordem divina em parceria com o diabo para destruir minha vida? Seria muita sacanagem, até para alguém como eu.

Vejamos que nem um pecador convicto como eu, merece ser tão apedrejado. Deve haver por aí alguns políticos/ladrões/assassinos/drogados que mereçam muito mais atenção e pedras nesse momento oportuno.

- TUDO BEM que não ganho tanto em um emprego fixo, MAS o que ganho vem do meu próprio negócio.

- TUDO BEM que não tá perto essa mulher perfeita, MAS há uma guria disposta á dividir o tempo comigo e é muito compreensiva.

- TUDO BEM, que o negócio parece não evoluir muito, MAS já possuo uma carteira de clientes.

Então claro que TUDO BEM! MAS vou deixar esse sarcasmo de lado senão acabo rindo da minha própria sorte.

POEMAS

maio 31, 2008 por delimaquiet

Enfim Como Um Final

É como dor que cabe ao tempo escolher demais.
Sentir sua mão deter a minha, levando a ilusão.
Beijar com medo a boca que vermelha faz-me ser
Apenas mais um menino atrevido a dizer…

Enfim de tudo que um dia pude fazer.
Teu coração nunca foi meu, nunca quis…
E chorei a flor em pétalas de orvalho…
Suas lágrimas me fizeram ser um pouco que sou.

Não me venha falar que não é assim,
Nossa conclusão terminou tarde demais.
Encare a hora de dizer que é fim,
Enfim o filme chega ao seu final.

Geraldo DeLima
07:59 30/11/2006

Lance de Sorte

Sorriso que ri tão sapeca,
nos símbolos descritos, discreta.
No jeito de sentir, tão intensa…
É intenso meu jeito de vê-la.

Desconheço e isso me intriga
Imagino, suspeito, fascina
Me diz que é como menina
que eu vou te conhecer.

Fazer da surpresa do acaso,
Brincar com o destino, “des-faço “
As malas do meu prevenir .
Desfaço o seu medo, deixa ir.

Deixa ir, que agora ficou,
Um ar de amizade é mais do que sou,
Um pouco de verdade, um pouco de sol
Sobre nossa vaidade, ego e paixão.
Deixa cair toda ficha do jogo,
Essa aposta, essa carta, esse troco
Deixa tudo ser mais do que nada
Deixa o acaso ser nossa cartada.

Geraldo DeLima
13:52 21/05/2007

nadapornada

Tudo de eu
em troca:
tudo de tu

Palavras trocadas
pessoas erradas

O poema não tem dono
livre, é solto
o poema não tem culpa
mas traz a dor, causa dano

Poesia sem verdade
desafina, sofre
flor sem chão
desanima, morre

Enquanto te enganas,
me confunde.
enquanto te confundes,
me engana.

PS: Não posso deixar de dar os créditos deste poema para a Jé Perondi… Amiga que tem a coragem de me deixar “musicar” os poemas dela. rsrsrs

Bjos Jé!

Nas nuvens

O que será que vai acontecer quando eu te encontrar?
Será mais um clichê, feito música dos anos 80?
Joguetes de amor com frases feitas?
Palavra contida, sorriso na cara?

O que eu vou fazer quando te encontrar?
Falar mil coisas, mil histórias sem parar?
Te escutar e ficar presente a noite inteira?
Ou beijar tua boca em um desespero gostoso?

Simplesmente eu não sei, eu não sei dizer,
Sou escravo da imprevisão, prisioneiro do inusitado.
Eu não sei dizer, pois simplesmente não sei,
Sou tão forte, mas um tanto fraco perto de você.

E dessa forma brinco como criança brinca com nuvens
e faço da idéia a minha conselheira.

Geraldo DeLima
00:01 29/05/2008

Nem sempre é assim

Parece distância o que é saudade,
É um salto no escuro, dura realidade
o que se pode sentir assim.
Tão Longe… Longe de mim.
É meio estranho o que é violento,
Num dia um beijo, no outro o tempo
de esperar que tudo passe.
Num mero lance, num mero impasse.

E como sempre nem sempre é assim.

Do nada a lágrima lembra o sorriso,
E entre as chances e o risco
eu prefiro arriscar o medo.
Como se isso tudo não tivesse um preço.
É um pouco mentira o que é verdade…
É um fazer-se de tolo, mera insanidade
de quem escolhe o mais fácil.
Não olhar pra trás, esquecer o passado.

Mas não é fácil se faço assim.

Não me peça pra desistir!
Do que me vale a vida se não COM VOCÊ?
Não venha tentando me distrair,
Se ainda lembro as noites a esperar o amanhecer.
Se faça escutar ao coração.
De tudo que temos é o que podemos confiar.
Espere a última nota dessa canção,
Pois esse destino não podemos mudar!

Geraldo DeLima
16:33 30/09/2006

O Homem Post-It

maio 31, 2008 por delimaquiet

Chega um tempo na vida de um homem em que tudo fica POST-IT. As coisas simplesmente não são lembradas. Faz-se preciso “grudar” certas informações em si mesmo para que tudo não acabe numa completa desorganização amorosa. Algumas datas são esquecidas, algumas posições são jogadas de lado, algumas conversas já não acontecem, algumas brigas também não acontecem (e isso realmente vira um problema).

A questão é que, mesmo que se faça um esforço tremendo para isso não acontecer, se torna impossível evitar. A entropia amorosa é real. E não mais que de repente você se vê colando POST-IT’s virtuais na sua pobre cabecinha masculina, tentando ser um normal “neandertal 2.0“.

A parceira por sua vez com sua capacidade de distorcer qualquer coisa que o ser “Cro-Magno” faça, acaba tornando a entropia amorosa algo de doer. Já não se consegue viver sem os POST-IT’s, você acaba virando um homem POST-IT e o incrível disso é que todo mundo percebe. Parece que estão comentando enquanto você passa na rua:

- Lá vai o homem POST-IT…
- Lá vem o “Cro-Magnon” desorganizado amorosamente.
- “neandertal 2.0″? Esse tá mais pra HOMEM DAS CAVERNAS.

Enquanto isso eu fico tentando me organizar pra poder chegar a meta de qualquer “neandertal 2.0″ que é satisfazer o motivo de viver de qualquer HOMEM POST-IT

… A sua mulher amada.

Teatro de uma vida só.

maio 30, 2008 por delimaquiet

Eu faço teatro desde os 12 anos de idade, levando em consideração meus já 27 anos de vida, podemos dizer que minha história se confunde com essa arte. Foi o teatro que me ensinou praticamente tudo na vida. Me ensinou a conversar, a encarar as pessoas, a mentir, a não me sentir inútil e a aprender a viver um sentimento.

Ok, sei que a primeira coisa que vem a cabeça das pessoas é “um certo receio”. “Será que ele está sendo verdadeiro?”, “É ele mesmo?” e por aí vai. Me acostumei com isso.

Aos 12 era um menino tímido, que morria de medo de falar em publico e olhar as pessoas, mas que uma paixão arrebatadora levou ao teatro. O nome dela, Lívia, menina mais velha e linda como toda primeira paixão é. A garota em questão fazia teatro e depois de muita motivação e um empurrão básico de Beto (amigo/vizinho), resolvi ir ao teatro e esperar Lívia sair do ensaio. Detalhe, com toda a minha ansiedade, acabei chegando antes de começar.

Fiquei ali sentado, aguardando o início do ensaio e o diretor do grupo olha pra mim e diz:

- E aí, vem ou vai ficar sentado?

Eu retruco:

- Vou ficar aqui mesmo!

Ele vem taxativo:

- Menino, ou você sobe no palco ou vai embora.

Dá pra imaginar meu desespero, fiquei entre a cruz e a espada. Se fosse embora iria parecer ridículo se ficasse teria que enfrentar meu medo de pessoas. Acabei subindo e participando do grupo. Nunca cheguei a beijar Lívia, descobri meses depois que ela tinha queda por mulheres, mas o que ficou foi outra paixão. Desde aquele dia que não parei de fazer teatro. Minha vida tem pitadas de Nelson Rodrigues, Tostoy, Federico Garcia Lorca, Millôr Fernandes, Stanislavski… Tudo motivado pelo teatro. Minha vida tem colheres cheias de música. Tem os pés no chão e a criatividade nas nuvens. Tudo devido ao teatro.

Tudo bem estou babando muito o teatro, mas esse espaço é meu mesmo… rs… Como diz uma quase amiga minha: – “Pelo menos aqui eu mando!”.

Ao som de: Dream Theater | Album: Live at Budokan