Posts de Junho, 2008

“Cara de Pau” e A Chernobyl do meu Peito

Junho 1, 2008

Estou procurando um método eficaz de trazer a tona certos atributos que andavam perdidos. Um deles é a “cara de pau”.

E deixemos todos os sensacionalismos de lado agora. Todos sabem afinal, que se faz necessário nos dias de hoje possuir uma bela cara de pau, lustrada com “óleo de peroba” e se possível de madeira da pior qualidade. Não dá simplesmente para viver, e receber, de todos os: “conviventes”, “ficantes”, “displicentes”, “atraentes”, “militantes”, “me deixa sem ar”, “me faz delirar”, “sexo por sexo” e “os que me fazem chorar” sendo o mesmo cara fraco que me fiz ser depois do que aconteceu na Chernobyl do meu peito.

É da “Cara de Pau” que preciso. É disso que sinto falta. Saber o que fazer quando no mesmo carro que você pegou carona está aquele tipo de garota que te deixa louco e você sabe EXATAMENTE o que fazer, mas NÃO TEM a “Cara de Pau” necessária pra tomar uma atitude. Dá risada alta sem se preocupar se vão te achar ridículo ou coisa parecida. Usar aquela cantada barata junto de um sorriso verdadeiro que sei fazer como ninguém. Fazer com que as pessoas comentem como você tem cara de menino “pidão” e saber intensificar essa cara mais e mais.

É disso que eu falo… É disso que sinto falta… Da minha “Cara de Pau”.

Acredito que todo mundo tem uma “cara de pau” como eu tinha, e também acredito que muita gente também perdeu essa “cara de pau”. E ainda aposto com quem quer que seja como o causador dessa perda foi o tal do amor.

Aprendi umas coisas com esse tal do amor:

- É a maneira mais fácil de modificar alguém mesmo que todos digam que não vão mudar.
e
- É depois dele que vemos que não é tão fácil seguir em frente, mesmo que consigamos.

Por isso peço a Deus minha “Cara de Pau” de volta… Só assim talvez eu consiga sobreviver a essa tal de Chernobyl do meu peito.

Se perder para se encontrar.

Junho 1, 2008

Li há muito tempo que às vezes se faz necessário SE PERDER PARA SE ENCONTRAR, mas nunca entendi completamente o que isso queria dizer, simplesmente não sabia aplicá-la na minha vida cheia de altos e baixos.

Quando me apaixonei pela professora de português da 6ª série e fiquei o ano inteiro sonhando com o dia que teria uma mulher como aquela na minha vida… Quando conheci Lívia no ano seguinte e fiquei desesperado de “amores” por ela, coisa que me levou a fazer teatro e vencer muitos defeitos… Quando conheci Tássia e me expus de maneira quase infantil para poder conquistar a sua atenção… Quando conheci Paulinha que me recebeu como o primeiro namorado e se entregou ao relacionamento mesmo eu sendo um total canalha… Quando anos depois estive com Gianny e tudo caminhava para um grande namoro, mas resolvi deixá-la para não correr o risco de cometer o mesmo erro com ela… Quando levei uma vida de casado com Carol (Auslanderin) e conheci a maturidade que deixei de lado e paguei um alto preço por isso…

Em todas essas vezes eu não estava perdido, ao invés do que se pode imaginar. Na realidade estava satisfeito em ter vivido o indesejado, o tímido, o canalha, o prudente, o imaturo

Aquilo tudo me dava uma impressão de que estava completo, mesmo que falsa. Levei todos esses anos tentando me convencer que estava sendo fácil viver de um jeito “Fantasioso” e que essa “Mentira Pessoal” iria me alimentar por muito tempo. Não levou!

Perdi a mulher que julgava ser a mulher da minha vida por causa de um receio bobo, e demorei a aceitar isso. Passei quase um ano pensando que a qualquer momento poderia estar de volta com ela e ser o HOMEM mais feliz do mundo. Isso não aconteceu!

Foi um tempo difícil, mas descobri mais tarde que tudo o que tinha perdido não era ela e sim a mim mesmo. Na verdade eu vinha me perdendo aos poucos durante todos os meus relacionamentos, gotinha a gotinha, de grão em grão. E isso não me deixa mal, pois sei que se fez necessário, isso me tornou um HOMEM melhor.

ME PERDI para finalmente ME ENCONTRAR!

Estou pronto para um “Achado“…
Estou pronto para um “Desencontro“…
Estou pronto para sorrir ou chorar…
Estou pronto para fazer alguém feliz, mesmo que como um grande amigo…
Estou pronto pra seguir em frente e esperar por vários altos e baixos que a vida me reserva.

Estou Pronto!

Confissões de um cachorro e seu Falso Amigo

Junho 1, 2008

Capítulo 01 – PRÓLOGO

Eu tenho um péssimo amigo, e de bônus um péssimo hábito também. Me chamo ALFRED, algo meio Afrodite e Frederico. Sou com o perdão do trocadilho um CACHORRO, metade daqueles que lambem o pêlo e cheiram o traseiro dos outros, metade daqueles que pegam qualquer cadela por aí e depois nem lembra o nome. Sim, sou solteiro e tenho apenas 26 anos de idade, que para um cachorro comum seria muiiiiitttooos anos de vida, mas que para mim são apenas primaveras mal resolvidas pulando de lata em lata. Não sou vira-lata, nem sou de raça, só que como as aparências enganam, eu costumo viver com um pé na cachorrada e outro pé no pedigree. Minha mãe ainda vive comigo, mas meu pai a muito que não vejo. Gosto de gatas, todas, de qualquer estirpe. Costumo ladrar, mas no fundo todo mundo sabe que não mordo. Sou assim um simples cidadão canino disposto a mudar como todo mundo se dispõe a mudar, mas que na boa verdade da vida o que quero mesmo é relaxar e quem sabe até gozar no fim das contas.

Minha história começa quando resolvi seguir viagem até o outro lado da cidade, seguindo apenas o meu sexto sentido canino e meu olfato teimoso. O que havia do outro lado da cidade? Nada de mais, apenas certa cadela que tinha me pegado de jeito. Eu sei que nesse exato momento você deve estar me condenando, afinal de contas não se larga o conforto do lar em troca de um rabo animado e um latido sensual. A verdade é que a cidadã não era apenas uma simples cadela, a danada estava indo para o outro lado da cidade em busca do que sempre sonhou. É fato que ela não me convidou para ir, eu como sempre fui me oferecendo, disse para ela que eu era cachorro de rua, vivido, já tinha passado por várias correrias e que a carrocinha da vida nunca me levou com ela.

Então CARMEL, algo meio Caroline e Mellisa, sorriu para mim e disse que seria muito mais feliz comigo ao seu lado (na real ela pesou todos os prós e os contras, analisou e me questionou várias vezes, ficou insegura e com um baita medo de tudo), mas isso é um livro e meu editor pediu para enfeitar um pouco.

CARMEL é uma cadela daquelas que fazem jus ao termo cadela. Uma cadela em todos os prazeres em todos os significados do ser cadela. Isso foi o que me deixou babando que nem um cão doente. Ela é metade daquelas CADELAS que todo cachorro que subir, e metade daquelas CADELAS que nos faz sentir vira-latas. Na época estava estranhamente solteira, não entendia como uma deusa canina daquelas estava dando sopa por aí. Hoje ela tem 25 anos que como disse anteriormente seria bastante idade para uma cadela comum, só que para CARMEL isso tudo se resumia em muita inteligência e experiência. O que me deixava receoso era o fato dela ser da alta sociedade canina, ela têm pedigree saca? Pastora Alemã, mas não era do tipo de igreja não. Tem uma família unida, coisa rara nesse mundo cão. Sempre soube o que queria e isso não se encontra em qualquer cadela por aí. Então… Sejam bem vindos.

P.S.: Este é o prólogo do meu livro que não termino nunca… rs… O título do livro é: “Confissões de um cachorro e seu Falso Amigo”. Quem sabe um dia esse livro sai…

Tendência ao sarcasmo e todos “mas”

Junho 1, 2008

Acordei essa semana com uma pequena tendência para incorporar um famoso comercial de carro popular que esteve passando na TV.

- Geraldo DeLima queria ter uma renda mínima de pelo menos R$ 1500,00, MAS contentou-se com o desemprego. TUDO BEM!

- Geraldo DeLima queria namorar uma bela/espontânea/apaixonante garota, MAS contentou-se em se apaixonar por uma guria que mora longe e talvez não acabe em nada. TUDO BEM!

- Geraldo DeLima apostou tudo no seu mais completo talento para encontrar a felicidade profissional, MAS acabou descobrindo que não ia dar em lugar nenhum. TUDO BEM!

TUDO BEM o CARALHO!

Pelo amor de Deus! Essa não pode ser minha droga de realidade ou será que pode? Tudo bem que a vida não é lá uma bela perfeição como é em uma comédia romântica estrelada por DREW e ADAM, mas daí começar a aceitar isso como plano fundamental da ordem divina em parceria com o diabo para destruir minha vida? Seria muita sacanagem, até para alguém como eu.

Vejamos que nem um pecador convicto como eu, merece ser tão apedrejado. Deve haver por aí alguns políticos/ladrões/assassinos/drogados que mereçam muito mais atenção e pedras nesse momento oportuno.

- TUDO BEM que não ganho tanto em um emprego fixo, MAS o que ganho vem do meu próprio negócio.

- TUDO BEM que não tá perto essa mulher perfeita, MAS há uma guria disposta á dividir o tempo comigo e é muito compreensiva.

- TUDO BEM, que o negócio parece não evoluir muito, MAS já possuo uma carteira de clientes.

Então claro que TUDO BEM! MAS vou deixar esse sarcasmo de lado senão acabo rindo da minha própria sorte.