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Algo sobre sentenças de Vida

Novembro 20, 2008

Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante, vivia um Substantivo que havia perdido o tesão de fazer parte de um jogo de palavras. Que ultimamente, se deixava ser usado em algumas frases feitas, ou acaba sendo vulgarizado dentro das normas cultas de alguns especialistas.

Há muitos anos, esse tal Substantivo HOMEM, cansado de ser abrigo para consoantes perdidas, enjoado de seguir os textos da moda, resolveu ser sozinho, isolado em sua própria oração. Deixou de lado todas as definições desnecessárias do Houaiss e do Aurélio, não deu ouvido ao Sujeitinho Acrônimo e iniciou-se na vida das pequenas expressões, na rota dos termos urgentes, mas sem pressa de viver.

Um belo dia ele se depara com uma Pequena Oração. Aquele tipo de frase que a princípio não diz muita coisa, mas aos poucos vai se enchendo de significado e poder. Ficamos alguns minutos na mesma sentença. Trocamos alguns verbos de ligação, coisas vagas de quem acabam de se conhecer.

É óbvio que não fiquei imaginando ela como um Adjunto para minha vida pacata de substantivo. Mas ela me trouxe um outro ar. Tem pessoas que sorriem com o olhar, que são sinceras simplesmente por ser. E foi exatamente isso que me trouxe um novo sopro de vontade de fazer diferença e não continuar assim… Sozinho… Enquanto existem frases e mais frases precisando de um Substantivo para dar significado a suas sentenças de viver.


A natureza das coisas não me soa nada natural.

Setembro 5, 2008

Em certos dias o incomum toma conta de mim. É algo inexplicável, até mesmo incoerente, mas me aflige de tal forma que meu dia se torna enfadonho e cansativo.

O foda disso tudo é saber que isso é passageiro, porém, vai transformar qualquer problema pequeno e sem importância em mais carvão para essa dor. Funciona como uma gota que cai constantemente na sua cabeça e com o decorrer do tempo vai se tornando insuportável. Te deixa impotente… Te faz olhar para as pessoas com descrença… Te deixa burro.

Eu fico a flor da pele. Minhas palavras soam desabafos. Meus ouvidos ouvem só durezas. Meu olhar se encanta e se esvai em segundos. Posso me apaixonar em duas palavras e contar minha vida inteira para um transeunte qualquer. Posso ser divertidamente forçado e me fechar em uma cara séria por motivo algum.

Só porque tudo isso não soa nada natural… É apenas a natureza das coisas.

Se perder para se encontrar.

Junho 1, 2008

Li há muito tempo que às vezes se faz necessário SE PERDER PARA SE ENCONTRAR, mas nunca entendi completamente o que isso queria dizer, simplesmente não sabia aplicá-la na minha vida cheia de altos e baixos.

Quando me apaixonei pela professora de português da 6ª série e fiquei o ano inteiro sonhando com o dia que teria uma mulher como aquela na minha vida… Quando conheci Lívia no ano seguinte e fiquei desesperado de “amores” por ela, coisa que me levou a fazer teatro e vencer muitos defeitos… Quando conheci Tássia e me expus de maneira quase infantil para poder conquistar a sua atenção… Quando conheci Paulinha que me recebeu como o primeiro namorado e se entregou ao relacionamento mesmo eu sendo um total canalha… Quando anos depois estive com Gianny e tudo caminhava para um grande namoro, mas resolvi deixá-la para não correr o risco de cometer o mesmo erro com ela… Quando levei uma vida de casado com Carol (Auslanderin) e conheci a maturidade que deixei de lado e paguei um alto preço por isso…

Em todas essas vezes eu não estava perdido, ao invés do que se pode imaginar. Na realidade estava satisfeito em ter vivido o indesejado, o tímido, o canalha, o prudente, o imaturo

Aquilo tudo me dava uma impressão de que estava completo, mesmo que falsa. Levei todos esses anos tentando me convencer que estava sendo fácil viver de um jeito “Fantasioso” e que essa “Mentira Pessoal” iria me alimentar por muito tempo. Não levou!

Perdi a mulher que julgava ser a mulher da minha vida por causa de um receio bobo, e demorei a aceitar isso. Passei quase um ano pensando que a qualquer momento poderia estar de volta com ela e ser o HOMEM mais feliz do mundo. Isso não aconteceu!

Foi um tempo difícil, mas descobri mais tarde que tudo o que tinha perdido não era ela e sim a mim mesmo. Na verdade eu vinha me perdendo aos poucos durante todos os meus relacionamentos, gotinha a gotinha, de grão em grão. E isso não me deixa mal, pois sei que se fez necessário, isso me tornou um HOMEM melhor.

ME PERDI para finalmente ME ENCONTRAR!

Estou pronto para um “Achado“…
Estou pronto para um “Desencontro“…
Estou pronto para sorrir ou chorar…
Estou pronto para fazer alguém feliz, mesmo que como um grande amigo…
Estou pronto pra seguir em frente e esperar por vários altos e baixos que a vida me reserva.

Estou Pronto!

Tendência ao sarcasmo e todos “mas”

Junho 1, 2008

Acordei essa semana com uma pequena tendência para incorporar um famoso comercial de carro popular que esteve passando na TV.

- Geraldo DeLima queria ter uma renda mínima de pelo menos R$ 1500,00, MAS contentou-se com o desemprego. TUDO BEM!

- Geraldo DeLima queria namorar uma bela/espontânea/apaixonante garota, MAS contentou-se em se apaixonar por uma guria que mora longe e talvez não acabe em nada. TUDO BEM!

- Geraldo DeLima apostou tudo no seu mais completo talento para encontrar a felicidade profissional, MAS acabou descobrindo que não ia dar em lugar nenhum. TUDO BEM!

TUDO BEM o CARALHO!

Pelo amor de Deus! Essa não pode ser minha droga de realidade ou será que pode? Tudo bem que a vida não é lá uma bela perfeição como é em uma comédia romântica estrelada por DREW e ADAM, mas daí começar a aceitar isso como plano fundamental da ordem divina em parceria com o diabo para destruir minha vida? Seria muita sacanagem, até para alguém como eu.

Vejamos que nem um pecador convicto como eu, merece ser tão apedrejado. Deve haver por aí alguns políticos/ladrões/assassinos/drogados que mereçam muito mais atenção e pedras nesse momento oportuno.

- TUDO BEM que não ganho tanto em um emprego fixo, MAS o que ganho vem do meu próprio negócio.

- TUDO BEM que não tá perto essa mulher perfeita, MAS há uma guria disposta á dividir o tempo comigo e é muito compreensiva.

- TUDO BEM, que o negócio parece não evoluir muito, MAS já possuo uma carteira de clientes.

Então claro que TUDO BEM! MAS vou deixar esse sarcasmo de lado senão acabo rindo da minha própria sorte.

O Homem Post-It

Maio 31, 2008

Chega um tempo na vida de um homem em que tudo fica POST-IT. As coisas simplesmente não são lembradas. Faz-se preciso “grudar” certas informações em si mesmo para que tudo não acabe numa completa desorganização amorosa. Algumas datas são esquecidas, algumas posições são jogadas de lado, algumas conversas já não acontecem, algumas brigas também não acontecem (e isso realmente vira um problema).

A questão é que, mesmo que se faça um esforço tremendo para isso não acontecer, se torna impossível evitar. A entropia amorosa é real. E não mais que de repente você se vê colando POST-IT’s virtuais na sua pobre cabecinha masculina, tentando ser um normal “neandertal 2.0“.

A parceira por sua vez com sua capacidade de distorcer qualquer coisa que o ser “Cro-Magno” faça, acaba tornando a entropia amorosa algo de doer. Já não se consegue viver sem os POST-IT’s, você acaba virando um homem POST-IT e o incrível disso é que todo mundo percebe. Parece que estão comentando enquanto você passa na rua:

- Lá vai o homem POST-IT…
- Lá vem o “Cro-Magnon” desorganizado amorosamente.
- “neandertal 2.0″? Esse tá mais pra HOMEM DAS CAVERNAS.

Enquanto isso eu fico tentando me organizar pra poder chegar a meta de qualquer “neandertal 2.0″ que é satisfazer o motivo de viver de qualquer HOMEM POST-IT

… A sua mulher amada.

Sujeitinho acrônimo

Maio 9, 2008

Eu não gosto de sujeitinhos acrônimos… Desses que carregam mil significados, mas que no fundo buscam significados para a própria vida. Eu gosto é de singular. Os plurais tomam conta da vida de várias palavras e letras… Eles fortalecem alguns artigos indefinidos só para parecer que é tudo igual. UMAS, AS… Eu quero ser “O” quero ser “UM”. Quero ter significado, um único significado.

PS: Desabafo de Substantivo

Nasce um substantivo.

Abril 30, 2008

Oi…

Eu sou um substantivo! Tenho 27 anos, moro sozinho e adoro cozinhar.

Não sei bem porque estou escrevendo em um blog, afinal de contas eu sou um substantivo, devia ser parte dos textos e não criador deles. Por conta disso acabei brigando com meu outrora amigo adjetivo e as vogais não me olham mais.

Também não é tão ruim assim. Digamos que eu evoluí… Encontrei nas palavras um modo de me expressar, de mostrar o que sinto e o que sou. Dane-se todos os preconceitos que rodeiam a língua portuguesa e suas regras impostas como ditaduras ultrapassadas.

Quero ser comum, próprio e composto…

Sou eu! No mais perfeito sentido do substantivo HOMEM.

Sejam bem vindos.

Geraldo DeLima – Substantivo Homem