Arquivo da categoria ‘Relacionamento’

“Cara de Pau” e A Chernobyl do meu Peito

Junho 1, 2008

Estou procurando um método eficaz de trazer a tona certos atributos que andavam perdidos. Um deles é a “cara de pau”.

E deixemos todos os sensacionalismos de lado agora. Todos sabem afinal, que se faz necessário nos dias de hoje possuir uma bela cara de pau, lustrada com “óleo de peroba” e se possível de madeira da pior qualidade. Não dá simplesmente para viver, e receber, de todos os: “conviventes”, “ficantes”, “displicentes”, “atraentes”, “militantes”, “me deixa sem ar”, “me faz delirar”, “sexo por sexo” e “os que me fazem chorar” sendo o mesmo cara fraco que me fiz ser depois do que aconteceu na Chernobyl do meu peito.

É da “Cara de Pau” que preciso. É disso que sinto falta. Saber o que fazer quando no mesmo carro que você pegou carona está aquele tipo de garota que te deixa louco e você sabe EXATAMENTE o que fazer, mas NÃO TEM a “Cara de Pau” necessária pra tomar uma atitude. Dá risada alta sem se preocupar se vão te achar ridículo ou coisa parecida. Usar aquela cantada barata junto de um sorriso verdadeiro que sei fazer como ninguém. Fazer com que as pessoas comentem como você tem cara de menino “pidão” e saber intensificar essa cara mais e mais.

É disso que eu falo… É disso que sinto falta… Da minha “Cara de Pau”.

Acredito que todo mundo tem uma “cara de pau” como eu tinha, e também acredito que muita gente também perdeu essa “cara de pau”. E ainda aposto com quem quer que seja como o causador dessa perda foi o tal do amor.

Aprendi umas coisas com esse tal do amor:

- É a maneira mais fácil de modificar alguém mesmo que todos digam que não vão mudar.
e
- É depois dele que vemos que não é tão fácil seguir em frente, mesmo que consigamos.

Por isso peço a Deus minha “Cara de Pau” de volta… Só assim talvez eu consiga sobreviver a essa tal de Chernobyl do meu peito.

O Homem Post-It

Maio 31, 2008

Chega um tempo na vida de um homem em que tudo fica POST-IT. As coisas simplesmente não são lembradas. Faz-se preciso “grudar” certas informações em si mesmo para que tudo não acabe numa completa desorganização amorosa. Algumas datas são esquecidas, algumas posições são jogadas de lado, algumas conversas já não acontecem, algumas brigas também não acontecem (e isso realmente vira um problema).

A questão é que, mesmo que se faça um esforço tremendo para isso não acontecer, se torna impossível evitar. A entropia amorosa é real. E não mais que de repente você se vê colando POST-IT’s virtuais na sua pobre cabecinha masculina, tentando ser um normal “neandertal 2.0“.

A parceira por sua vez com sua capacidade de distorcer qualquer coisa que o ser “Cro-Magno” faça, acaba tornando a entropia amorosa algo de doer. Já não se consegue viver sem os POST-IT’s, você acaba virando um homem POST-IT e o incrível disso é que todo mundo percebe. Parece que estão comentando enquanto você passa na rua:

- Lá vai o homem POST-IT…
- Lá vem o “Cro-Magnon” desorganizado amorosamente.
- “neandertal 2.0″? Esse tá mais pra HOMEM DAS CAVERNAS.

Enquanto isso eu fico tentando me organizar pra poder chegar a meta de qualquer “neandertal 2.0″ que é satisfazer o motivo de viver de qualquer HOMEM POST-IT

… A sua mulher amada.

Amor tipo Delivery

Maio 29, 2008

Você acorda, e se vê com uma vontade louca de se apaixonar. E não é se apaixonar de uma forma qualquer, você tem especificações, você tem “porém’s” bem definidos e não pode simplesmente abrir mão deles.

Vai até o banheiro e enquanto escova os dentes imagina a garota dos seus sonhos, mesmo que apenas por um momento. Afinal, qual é o problema em querer uma mina bonita, inteligente, sexy, que goste de política e não dispense umas ótimas baladas, que pare num domingo de sol em casa e passe horas comigo cozinhando juntos fazendo “guerra” de comida, que discuta sobre o cinema de hoje em dia, sobre como os filmes na França e na Itália nos fazem chorar, que acorde de noite pra me ver dormindo, que diga eu te amo com franqueza e alegria, que saiba se impor quando defende suas idéias, que seja teimosa daquelas que a teimosia vira charme, que prefira passar horas na cama cheia de dengo e não queira fazer mais nada no fim de semana, que me faça feliz e triste, pois não se pode viver só com uma das coisas, que seja verdadeira e honesta e que ainda traga no rosto aquele sorriso de criança…

Eu não vejo problema algum!

Por isso acho que devia existir algum serviço de delivery para o amor. Sabe? Você pega o telefone e disca e no outro lado da linha o atendente pergunta que tipo de amor você deseja. No “menu” uma variedade fantástica:

1. Amor de carnaval.
2. Amor de fim de festa.
3. Amor platônico.
4. Amor de verão.
5. Amor de Internet.
6. Amor de Acaso.
7. Amor de Mentira.
8. Amor de conto de fadas.
9. Amor Esquisito.
10. Faça você mesmo.

Eu no dia de hoje com certeza ia escolher o numero 10. Escolher o amor do jeito que eu preciso, da mesma forma que se faz um sanduíche em casa, colocando tudo o que tenho direito. Matar de vez essa minha fome de amor. Mas enquanto a humanidade caminha atrasada sem um serviço de DELIVERY para o AMOR, eu, Geraldo DeLima continuo a sonhar/divagar bem devagar sobre o AMOR que eu preciso.

Ao som de: Maroon 5 – Must Get Out | Album: Songs About Jane

A natureza do poder

Maio 29, 2008

De todas as coisas que desejo, apenas uma realmente me faz falta. Para muitos não passa de uma fase, para outros o porquê de uma vida. O que desejo não é nada material, mas causa inveja em outras pessoas, sim. Mas não importa a inveja… Eu QUERO. A questão transita apenas no PODER.

Me pergunto sempre por que razão a gente se interessa pelo inacessível, pelo impossível. Não obtenho resposta. Me questiono as vezes por que a vida não parece com um filme ou com um bom livro. Personagens de livro sempre conseguem o que querem, mesmo quando perdem algo. Nos filmes o mesmo acontece. Só que na vida real nada disso é assim… Eu procuro, eu peço, eu quero, mas nunca posso, eu não entendo a natureza do poder, não faço a mínima idéia de como isso funciona.

E vocês podem me perguntar: - afinal o que você quer mesmo?

Eu respondo com toda honestidade.

- Eu quero AMAR!

Meio piegas certo? Não acho, pelo contrário, acho belo, honesto, necessário. Mas então, o que me impede de amar? Basta gritar na rua e dizer aos sete ventos que eu estou disposto a amar verdadeiramente, que teoricamente jorrariam pretendentes. Mas não!

Não funciona assim, não há regra, não há lei. O que sei é que não temos controle.

Eu quero amar alguém que não esteja fechada quando eu bater na porta. Quero amar alguém que esteja disposta a viver esse amor apesar do que virá a acontecer. Eu quero amar sem que a distância faça diferença, sem que os problemas com terceiros sejam maiores que o amor. Eu quero mais que tudo PODER AMAR.

Parece desabafo… E é. Um texto para descarregar. Não me importa o resto da vida, faculdade… Trabalho… Família… Não me importa parecer carente escrevendo tudo isso… Não tenho medo de dizer tudo isso, mesmo que isso me leve a chorar.

Hoje é quinta, e tudo o que mais quero é pensar no amor. Amanhã eu não sei no que vou pensar, mas quero encontrar um sorriso gostoso quando eu começar a sonhar.

Ao som de: The Verve – Weeping Willow | Album: Urban Hymns

Quando o som da palavra é FECHADO.

Maio 9, 2008

Existem palavras de som ABERTO e FECHADO. Até aqui nenhuma novidade, pelo contrário, tudo isso é muito óbvio. A questão é, de qual gostamos mais?

Confesso gostar das ABERTAS, aquelas que dizem logo para o que vieram… Palavras como AMOR, VIDA, FORÇA, GRITO, NOVO, BELO… Mas não posso deixar de admirar certas palavras FECHADAS.

Por exemplo, a palavra SUSPENSE. Esta palavra é cheia de significados, carrega mil DESEJOS, que por sinal é outra palavra dessa família de sonoridade FECHADA. Minha vida de substantivo tem se apresentada como algo que está cheio de suspense. A começar por vagais desconhecidas que tomam conta do meu dia a dia e completado por uma consoante de sonoridade elétrica que faz parte dos meus pensamentos. “Tá” certo, eu assumo que o post é sobre ela. Assumo que até estou gostando dela, mas ela faz parte hoje de uma palavra ABERTA, palavra essa que não faz parte do repertório que me agrada… Forma a palavra .

Quando digo que não me agrada, me refiro apenas ao fato de AURÉLIO e HOUAIS serem dicionários estranhos. Talvez seja destino. Incluir uma consoante na minha vida de substantivo e ao mesmo tempo deixá-la um pouco fora… Um pouco … Talvez seja infeliz coincidência de encontrá-la no momento pós-separação silábica… Talvez eu queira mais que dividir uma frase com ela.

Na dúvida que assola, prefiro esperar. Ligar o som alto e escutar todas as palavras que o livro da vida tem pra me dizer… Quem sabe o final é feliz!

Adjunto romântico S/A

Maio 2, 2008

Quando estiver preparado nessa minha vida de substantivo, a primeira coisa que vou fazer é procurar um Adjunto para estar ao meu lado. Não pode ser adnominal, nem adverbial, muito menos de horta. Tem que ser um ADJUNTO ROMÂNTICO de preferência S/A.

Aí vocês me perguntam: – o que diabos é um adjunto romântico S/A?
Eu respondo: – É simples! Nada mais, nada menos que termo acessório, que modifica outro, principal ou acessório.

Explicando melhor é uma companhia e do tipo sociedade anônima, que exige um único acompanhado. Porque na realidade é isso que todos nós substantivos homens comuns procuramos. Não precisa ser um adjunto loira, alta dos peitões… Basta ser companheira… Amiga… Tenha senso de humor e saiba usar o sarcasmo na hora certa. Será que isso é pedir demais?

Não acho que seja. Depois de quase 3 anos andando de frase em frase… Tentando superar o dia em que fui riscado do resumo daquele texto sobre o amor… Depois de ter me doado em mil projetos literários e ter conseguido ênfase em alguns artigos, tudo o que mais quero é um complemento que seja meu e não de qualquer substantivo, que eu possa ser o substantivo desse complemento e que sejamos infelizes “para sempre”! Porque não se pode ser feliz para o resto da vida, “para sempre” é eufemismo para “por pouco tempo”!

É isso! Vou ficando por aqui esperando o dia em que um complemento irá cair de pára-quedas bem no meio da minha frase.

Geraldo DeLima – Substantivo Homem

Eu, eu mesmo e uma Consoante.

Abril 30, 2008

Substantivos não competem… Eles se ajudam… Dão a mão uns aos outros. Mas não posso dizer o mesmo dos Pronomes. Vivem em pé de guerra… Saca? Ninguém sabe quando ser EU, TU, ELE, NÓS, VÓS ou ELES.

Digo isso por aqui porque conheci uma consoante amiga de duas vogais que eu conheço. Uma consoante única, diferente, mas que não parece estar completa… Parece estar cansada de tanto egoísmo de tantos “Eu’s” e poucos “Nós”. Ela é simples, prática. Gosta de coisas únicas e se possível colocaria um acento qualquer só para dizer que pode. Eu gosto dela… Acreditem… Apesar de ser um substantivo escaldado eu sei dá valor quando vejo coisas que valem a pena serem postas em letras MAIÚSCULAS.

Eu não sei bem o que fazer agora que conheci tal consoante. Posso seguir minha vida de substantivo comum ou posso arrumar um complemento, um adjunto, algo para fazer parte também. Confesso ter gostado, sabe aquela sensação de que vocês se conhecem há tempos, mas na verdade nunca dividiram uma frase sequer? É isso.

Geraldo DeLima – Substantivo Homem