POEMAS

Enfim Como Um Final

É como dor que cabe ao tempo escolher demais.
Sentir sua mão deter a minha, levando a ilusão.
Beijar com medo a boca que vermelha faz-me ser
Apenas mais um menino atrevido a dizer…

Enfim de tudo que um dia pude fazer.
Teu coração nunca foi meu, nunca quis…
E chorei a flor em pétalas de orvalho…
Suas lágrimas me fizeram ser um pouco que sou.

Não me venha falar que não é assim,
Nossa conclusão terminou tarde demais.
Encare a hora de dizer que é fim,
Enfim o filme chega ao seu final.

Geraldo DeLima
07:59 30/11/2006

Lance de Sorte

Sorriso que ri tão sapeca,
nos símbolos descritos, discreta.
No jeito de sentir, tão intensa…
É intenso meu jeito de vê-la.

Desconheço e isso me intriga
Imagino, suspeito, fascina
Me diz que é como menina
que eu vou te conhecer.

Fazer da surpresa do acaso,
Brincar com o destino, “des-faço “
As malas do meu prevenir .
Desfaço o seu medo, deixa ir.

Deixa ir, que agora ficou,
Um ar de amizade é mais do que sou,
Um pouco de verdade, um pouco de sol
Sobre nossa vaidade, ego e paixão.
Deixa cair toda ficha do jogo,
Essa aposta, essa carta, esse troco
Deixa tudo ser mais do que nada
Deixa o acaso ser nossa cartada.

Geraldo DeLima
13:52 21/05/2007

nadapornada

Tudo de eu
em troca:
tudo de tu

Palavras trocadas
pessoas erradas

O poema não tem dono
livre, é solto
o poema não tem culpa
mas traz a dor, causa dano

Poesia sem verdade
desafina, sofre
flor sem chão
desanima, morre

Enquanto te enganas,
me confunde.
enquanto te confundes,
me engana.

PS: Não posso deixar de dar os créditos deste poema para a Jé Perondi… Amiga que tem a coragem de me deixar “musicar” os poemas dela. rsrsrs

Bjos Jé!

Nas nuvens

O que será que vai acontecer quando eu te encontrar?
Será mais um clichê, feito música dos anos 80?
Joguetes de amor com frases feitas?
Palavra contida, sorriso na cara?

O que eu vou fazer quando te encontrar?
Falar mil coisas, mil histórias sem parar?
Te escutar e ficar presente a noite inteira?
Ou beijar tua boca em um desespero gostoso?

Simplesmente eu não sei, eu não sei dizer,
Sou escravo da imprevisão, prisioneiro do inusitado.
Eu não sei dizer, pois simplesmente não sei,
Sou tão forte, mas um tanto fraco perto de você.

E dessa forma brinco como criança brinca com nuvens
e faço da idéia a minha conselheira.

Geraldo DeLima
00:01 29/05/2008

Nem sempre é assim

Parece distância o que é saudade,
É um salto no escuro, dura realidade
o que se pode sentir assim.
Tão Longe… Longe de mim.
É meio estranho o que é violento,
Num dia um beijo, no outro o tempo
de esperar que tudo passe.
Num mero lance, num mero impasse.

E como sempre nem sempre é assim.

Do nada a lágrima lembra o sorriso,
E entre as chances e o risco
eu prefiro arriscar o medo.
Como se isso tudo não tivesse um preço.
É um pouco mentira o que é verdade…
É um fazer-se de tolo, mera insanidade
de quem escolhe o mais fácil.
Não olhar pra trás, esquecer o passado.

Mas não é fácil se faço assim.

Não me peça pra desistir!
Do que me vale a vida se não COM VOCÊ?
Não venha tentando me distrair,
Se ainda lembro as noites a esperar o amanhecer.
Se faça escutar ao coração.
De tudo que temos é o que podemos confiar.
Espere a última nota dessa canção,
Pois esse destino não podemos mudar!

Geraldo DeLima
16:33 30/09/2006

    • jessica
    • 15 novembro, 2008

    eeeeeeeei.

    que lindos! e tem um meu! huhuahua
    como tu tá, querido?
    beijocas

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